sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Revista E VAMOS À LUTA N° V / 2010

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Caro (e)leitor.

Nas eleições deste ano, não sejas comodista. Valoriza a democracia. Vai às urnas e dá sobrevida ao bom exercício da cidadania. Tem em mente a mudança. Tem em ti o bem do teu país, do teu povo. Não te entregues à frustração, ao desalento. Persegue a igualdade. Respeita as tuas instituições.
Questiona o teu candidato. Convoca-o à sabatina. Investiga seus ideais, seu projeto de governo, sua vida pregressa. Lembra-lhe que a vida comum – do preço dos remédios, do transporte coletivo, do alimento diário – depende de decisões políticas. Di-lo que, por sobre as pretensões partidárias, há encargos e compromissos para com a sociedade. E que poder diz respeito a servir.
Não te furtes a desvendar os discursos retóricos, o marketing eleitoral, os que se comportam como ungidos. Atenta-te ao poder econômico: não toleres que ele afugente a participação popular, ou faça do Estado a extensão de seu círculo familiar.
Repudia a corrupção e a frouxidão de caráter, exige a probidade administrativa. Neste pleito, a realizar-se em outubro, conversa com teus amigos, participa das campanhas, conheça as demandas sociais. Confia voz àqueles desprovidos de todo direito, de toda dignidade. Luta pela escola gratuita, pelo saneamento básico, pelo trabalho. Não permitas que a tua inação dê razão ao nepotismo e ao tráfico de influência.
Não desanimes. Rega mãos alheias de instrução. Cerra fileiras em prol de causas coletivas. Tu hás, com tal postura cívica, de entregar às gerações vindouras um país mais politizado, mais consciente de si, afeiçoado ao debate dialético, ao respeito à pessoa humana.


Equipe E Vamos à Luta por Miguel Chibani


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segunda-feira, 29 de março de 2010

Revista E VAMOS À LUTA N° IV / 2010

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A Revista E Vamos à Luta é o instrumento fundamental de intervenção social de nossa associação. Temos claro que nossa intenção primordial é dissipar mensagens, seja por textos, como esse caderno ou folhetos extraordinários de utilidade pública, seja por atividades filantrópicas.
A atual realidade dos sistemas de comunicação mostra duas vertentes distintas: a produção de informação em massa (difundida por revista, jornal, televisão, rádio, gravadora musical etc.) e a livre transmissão de dados (basicamente, a internet). Apesar de aparentemente antagônicas, ainda que simultâneas e complementares, ambas as formas de veicular matérias de conhecimento se submetem ao grande capital, ao poder unificado, conduzindo ao habitual domínio intelectual.
Além disso, ainda que se vislumbre um suposto acesso ilimitado a informações através da internet, sua maneira de operar impõe nova barreira ao conhecimento de fato, pois não obedece, na maioria das vezes, à referência confiável de veracidade.
Nesse sentido, a importância desse nosso instrumento de diálogo, a Revista, não seria o mero compromisso com a publicação de informações verdadeiras, porque, bem se sabe, atingir a verdade é antes um embate filosófico (e seríamos demasiado pretensiosos declararmo-nos detentores de tal virtude).
Há que se destacar, entretanto, a independência ideológica de nossa publicação em relação ao mercado. Isso nos permite reforçar nosso objetivo principal, qual seja, despertar o senso crítico e instruir. Para tanto, construímos um modelo na medida mais próxima que conseguimos da auto-sustentabilidade, buscando patrocínio ao invés de publicidade, conselheiros e colaboradores no lugar de chefes e empregados.
Tendo em vista a disparidade entre o formato da grande mídia e nossa organização, entendemos nossa exposição nesse periódico como um crivo sempre em favor da crítica e, ainda mais fundamentalmente, com o objetivo de promover o bem.

Equipe E Vamos à Luta por Daniel Zandoná Santos

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